A procura do conhecimento está na génese da perpetuação do interesse pelo que se faz.

Perseguimos a melhoria permanente, das ferramentas que utilizamos, dos conteúdos que produzimos e do resultado que almejamos.

Assumimo-nos como generalistas, como maestros da obra, num registo que primeiramente procura articular e coordenar uma equipa de projectistas ou consultores e que, num segundo momento, tenta fazer cumprir a nossa produção em obra.

Somos igualmente suficientemente ousados para nos aventurarmos no desenho não só da arquitectura, nos vários programas e escalas com que nos vamos deparando, mas igualmente em mobiliário e peças que fazem parte do nosso quotidiano, numa escala e num registo por vezes mais fora do nosso habitat, usando esta circunstância para pensar no todo e nas diversas partes que o constituem.

Esta polivalência permite-nos assumir a ambição de desenhar tudo, ainda que tenhamos consciência da necessidade de afinarmos agulhas, caso a caso, porque nem todas as oportunidades são boas para se propor tudo, da mesma forma que não haverá circunstância mais favorável para fazer acontecer do que a do presente.

Esta consciência também permite optimizar processos e recursos, numa lógica de saber ler onde e quando se deve investir, da melhor forma possível.

O nosso percurso tem-nos permitido desenhar, de forma bastante regular, o programa doméstico, quer sejam habitações unifamiliares de raiz, quer sejam remodelações de espaços já existentes, o que de certa forma nos deixa bastante orgulhosos, atendendo a que sermos solicitados por vários clientes que em nós depositam a sua expectativa no sentido de lhes desenharmos a casa, o seu refúgio, é talvez das maiores provas de confiança e por isso, inversamente, dos maiores desafios e responsabilidades a que nos podemos propor.

Que espaço mais ambicionado do que o nosso próprio habitat?

Ainda que sintamos esse peso, a experiência acumulada e a permanente evolução vão-nos permitindo assumir uma certa segurança e uma capacidade de adaptação que convive bem com programas, orçamentos, sítios, pessoas, expectativas e contextos distintos.

A alteração de programas, escalas e tipo de clientes, tem vindo a assumir cada vez mais peso no que fazemos e tem permitido mostrar a nossa capacidade de resposta.

Resolver, mais do que levar adiante caprichos de desenho.

Mas resolver bem, de forma a que o desenho se insinue mas não obstrua o essencial.

Fazer de forma a que não sigamos qualquer receituário, mas fazer de forma a que no fim pareça não haver outra solução que faça mais sentido.

Testar, testar, testar, e depois assumir, da melhor forma possível, um desenho coerente, comprometido, responsável, maturo, avesso às modas, neste registo, fora de moda até.

Confiar no desenho como forma de resolver questões concretas, problemas e situações que melhoram o dia a dia de quem nos consulta.

E fazê-lo bem, para que possamos sentir o belo, a presença dessa paz de espírito que nos surge quando o resultado é o que deve ser.

Sem concessões, porque a construção também pode ser a arte de materializar o que sonhamos!