O atelier, criado na sequência do percurso individual trilhado por Nelson Resende, dedica-se à elaboração de projectos de arquitectura, numa abordagem à prática profissional de maior proximidade da obra, enquanto construção, defendendo a arquitectura como materialização do projecto, arte do saber construir.

Valoriza uma aproximação ao projecto mais intuitiva, evidenciando as particularidades do programa, fazendo do projecto um processo de descoberta e contrariando as verdades absolutas, inimigas do saber. Não rejeita trabalhar com a banalidade, da mesma forma que aceita e defende ser necessário alterar os paradigmas, para bem da sustentabilidade dos recursos, da própria arquitectura e da sociedade.

Rejeita o preconceito sobre o banal, forma de mascarar a fragilidade da resposta, a insegurança de conseguir provar a mais valia do arquitecto em situações de menor conforto.

Defende o belo mas também a necessidade do elemento perturbador, indefinido, incompreendido, como forma de manter o interesse pela obra construída.

O atelier tem desenvolvido uma linguagem que procura a coerência não numa espécie de registo formal estereotipado, mas antes na atribuição de significado ao que se desenha e se procura construir, procurando garantir padrões de qualidade altos, minimizando o impacto das variáveis que não consegue controlar.